Sexta-feira, Novembro 06, 2009

aproveito mais e cada vez mais o tempo que ele me dá
porque vai crescendo muito rápido e indo pras coisas suas
tão bonito está..
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íamos no carro só nós dois, ontem
me disse: acho o dia do aniversário tão ‘subterfugioso’
como assim? por quê?, quis saber já aflita
ele riu apenas e trocamos de assunto
falamos de quando eu tinha 16 anos e mais ou menos como foi minha vida antes dele
mãe, você me teve cedo.. puxado!
mas não demorou ele ficou agoniado de me saber tão menina, um dia.
você ainda é muito jovem pra sua idade
o que tomei por elogio, mas acho que nem era..

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ontem me abraçou mais que nos dias normais
me chamou pra ver com ele uma reportagem sobre os 40 anos de Abbey Road (disco que gosta)
e à noite ficamos ouvindo as músicas de seu ipod


Sexta-feira, Outubro 16, 2009

haicais fraudulentos
de genaro oliveira e fernanda leturiondo

ele:
és um trem de goma e goiabada
eu, um ladrão escondido no trilho
perseguindo teus vagões(carregados de sequilhos)

se tua boca é uma confeitaria
sentir saudade de você, claro
só muito doce seria

ela:
não me atiça
tua língua na minha
dá preguiça

ele:
peixe levado do mar eu fugi
pra ser seu pescado
pra ser seu sushi

nós dois em caldas
entre um bocado de arroz
e uma parede de algas

ela:
vamos comer melancia
a outra fome
depois a gente sacia

ele:
tudo o que eu quiser?
morar em teu ouvido
feito refrão de tom zé

ela:
tudo que eu deixar
você entre minhas coxas
até o dia raiar

ele:
depois de conhecer tuas noites
nunca mais quero prosa com o sol
agora meu corpo só se imagina
conversando em sua boca
cochichando em teus ouvidos
e recitando em tua vagina

nua és ainda mais enfeitada
veste teu corpo rente
uma pele de seda rendada
que te embrulha pra presente

ela:
e o presente seria teu
não fosse tão desligado
teu corpo virava embrulho do meu
mas isso já é passado

ele:
caco, naftalina, poeira?
nosso amor é o inverso disso
é viver a vida inteira!

ela:
meu amor, vida inteira?
nada escapa ao bolor
não reparaste a prateleira?

o sequilho azedou
e da porção de sushi
só sobro o hashi

nem goiabada nem melancia
quando o verso destoa
adeus confeitaria
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e acabou-se o que era doce.

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

Descobri que pessoas há muito tempo casadas são consideradas suspeitas. Verdade, hoje em dia ninguém confia em quem permanece casado por anos. Periga até não te darem o emprego!
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Preconceito. Preconceito semelhante ao que havia antigamente com mulheres desquitadas. É tipo esquisito o que permanece casado. Repare que casar está em voga, o problema é permanecer casado.
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Eu casei cedo, muito apaixonada e pensando que se o casamento durasse o tempo da minha paixão já seria muito bom. Minhas paixões não duravam nada, exceto a 1ª, a 2ª e a 3ª, o resto era como um vento que só me escabelava e logo tudo estava no mais absoluto tédio.
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Crise dos sete anos, eu lembro, falavam disso quando eu era menina (pelo menos em Porto Alegre falavam) e guardei essa idéia, sei lá porquê. Fato é que, casada, eram no mínimo duas crises por ano, desde o 1º. Eu pensava em que raio de casamento eu tinha me metido que nem ao menos teve o respeito de cumprir os primeiros seis anos de paz!
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Aí, hoje, quando digo que sou casada há tantos anos as pessoas me olham enviesado, como se eu fosse um ET. Qual é o espanto?! Espanto-me eu quando perguntam: Mas com o mesmo marido? Eu minto: É, com o mesmo marido.
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Pergunta mais besta! Logo pra mim que já fui tantas mulheres!
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Ai, as pessoas são engraçadas! E doidas!

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Quero dizer isso de novo. Talvez todos os dias.
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eu não
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não, não faço parte dessa trupe
nem dessa
nem daquela
e tampouco desta aqui!
não me digam com quem me pareço
não me enfeitem com essas cores
meus adereços são sempre provisórios
eu os decido ao sabor de meus desejos
não me peçam que pose disso e daquilo
eu não vou posar
não digam, você está certa ou você está errada
não me julguem assim tão simples
não me julguem
não conheço essa língua que inventaram
a minha muda por dia
a depender do sal, do açúcar,
do que posso ou não ver
e não me venham com tantos nomes
rejeito nomes
quero ser livre de nomes
não aceito embalagens
nem cercados ou paraísos
não me comprometam com o para sempre
não uso o nunca
entendam, é o talvez que me agrada
a idéia que muda é que me anima
deixem-me achar e desachar
é assim que ventilo meu olhar
não me dêem direção
deixem-me em paz
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Segunda-feira, Setembro 21, 2009

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preciso descansar do dia antes de dormir. por isso não durmo cedo. deixo que tudo fique quieto. para que eu fique lenta. rituais se estabelecem. corro a mão em seu peito. sossego o seu cansaço no meio do meu descanso. entre uma página e outra. assisto seu agarrar no sono. meu sono tem mania. meu sono é último da casa.
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Segunda-feira, Setembro 14, 2009

Vi no mato..
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Sexta-feira, Setembro 04, 2009

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o avesso é só o lado de dentro quando posto pra fora
ou é o revirado de fora quando entra pra dentro?

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